terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inimputabilidades

 


 


 


 Por efeito da persistência em determinado comportamento ao longo dos tempos, há quem, no mundo da política, aceda a uma espécie de estatuto de inimputabilidade, podendo dar-se ao luxo de proferir toda a espécie de impropérios e acusações das mais graves sem que, aparentemente, tal se lhes leve a mal ou os exponha ao procedimento judicial que não pouparia qualquer comum dos mortais. Outros, não sendo soezes, enfatizam desmesuradamente o que lhes convém, reduzem à sua expressão mais simples o reconhecimento do que, no fundo, lhes desagrada e permitem-se elaborar raciocínios que curto-circuitam a lógica aristotélica mais elementar, sem perderem a aura de comentadores rigorosos, objectivos e sobredotados. Cabe na primeira destas categorias – fácil de adivinhar! – o Dr. Jardim. Sobre ele, não me deterei. Na outra, entra o Professor Marcelo.


 


Nas “Escolhas” do passado Domingo, logo depois de ter verberado a falta de convicção do PS e de Sócrates, na questão da avaliação dos professores (tanto finca-pé, durante a anterior legislatura, para agora se transigir alegremente…), eis que o Professor concede, sem pestanejar, o seu intelectual beneplácito ao abandono da exigência de suspensão do modelo em vigor por parte do PSD, não obstante tal exigência ter feito parte do programa eleitoral – deste, como de todos os outros partidos da oposição.

 


Dou-lhe um 8, Professor. E não diga que vai daqui.

Um comentário:

  1. Zé da Burra o Alentejano25 de novembro de 2009 às 14:58

    Podem ser todos EXCELENTES; todos MEDíOCRES; ou todos MAUS, mas isso não pode depender de cotas pré-estabelecidas.
    Assim sendo, com esta lógica irracional que domina na avaliação idealizada pelo PS, também o Sr PRIMEIRO MINISTRO JÁ SABE À PARTIDA quantos Ministros irão ser EXCELENTES (no máximo); quantos irão ser BONS (no máximo); e quantos irão ser MEDÍOCRES (podem ser todos).

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  O resto é lembrança , de Albino Matos – ou: o resgate do passado Há títulos que são transparentes: Os Maias, A Casa Grande de Romarigã...